A consciência que está ali conversando com você, num monólogo, te diz constantemente o que você não é, onde você não está e tudo isso em outra duração completamente diferente da sua. No fim você ainda consegue, através dele, exercitar aquela flexibilidade do ego, coisa tão difícil em conversas pessoais justamente por aceitar o monólogo extenso baixando seus impulsos ao consentimento temporário do "conhecer" outra vida, perspectiva, visão. Mas existe um perigo: o de perceber a "midiocracia" padrão das culturas de hoje que estão ali fora do llivro. Isto é algo que te faz mandar tudo à merda e se dedicar ao isolamento por achar que todos estão vivendo numa espécie de "padronização" idiota. Perigo este que, convenhamos, todos deveriam deixar de ter medo por aqui, hein? Pois é, correr o perigo de se perder em um livro sempre foi, e sempre será necessário...
domingo, 23 de fevereiro de 2014
Crise?
A crise do capitalismo é também uma crise das culturas europeias. Certo que na Europa não se pode reduzir nada a um tempo, nem a um termo. Não há "hoje" nem há "Europa". A Europa, ou o Euro, não existem de fato - são abstrações imaginadas, conjuntos simbólicos que se imaginam, que se compartilham. E lá, naquele território multicultural, não é a maioria que compartilha o capital. Hans Magnus Enzensberger em seu livro "A fúria do sumiço" escreve um poema intitulado "Os Parasitas":
Em toda parte a gente encontra conhecidos e se admira.
Tropeçam emaranhados uns nos outros.
Necessários, supérfluos: quem
poderia distingui-los! Produtivos, improdutivos:
não é mais tão fácil como antes.
E a gente se pergunta muitas vezes
Se aqui faz falta ainda alguém, seja quem for, por exemplo,
o parasita que lá, quase em frente, está
pichando com letras grandes na parede: parasitas fora!
Aqui na América Latina, como foi nos EUA no início do século passado, a modernidade chega como um vulcão atualmente. O que vem disso? Mais crise para o sistema de compreensão do mundo europeu. Mais crise para o capitalismo, caso nós comecemos a dialogar com um outro tipo de economia.
Os indígenas têm muito a nos ensinar sobre isso.
Em toda parte a gente encontra conhecidos e se admira.
Tropeçam emaranhados uns nos outros.
Necessários, supérfluos: quem
poderia distingui-los! Produtivos, improdutivos:
não é mais tão fácil como antes.
E a gente se pergunta muitas vezes
Se aqui faz falta ainda alguém, seja quem for, por exemplo,
o parasita que lá, quase em frente, está
pichando com letras grandes na parede: parasitas fora!
Aqui na América Latina, como foi nos EUA no início do século passado, a modernidade chega como um vulcão atualmente. O que vem disso? Mais crise para o sistema de compreensão do mundo europeu. Mais crise para o capitalismo, caso nós comecemos a dialogar com um outro tipo de economia.
Os indígenas têm muito a nos ensinar sobre isso.
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